Home Back New search Date Min Max Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Blog Espaço Um explorador intrépido nos confins do Sistema Solar: Salamanca 30/10/2023 Share O engenho e o desejo de exploração levaram os humanos a construir sondas espaciais que dilataram os seus sentidos para além das imediações da Terra. Desembarcámos de forma suave em planetas como Vénus e Marte, em luas como Luna e Titã, em asteroides como Ryugu e Bennu e em cometas como 67P/Churyumov-Gerasimenko, “Chury” para os amigos, a quem a missão Rosetta da Agência Espacial Europeia confiou o aterrador Philae. No entanto, para além da órbita de Saturno é um lugar muito solitário. Uma única emissária robótica (Voyager 2) visitou Urano (embora uma segunda tenha alta prioridade nos planos da NASA e a China tenha previsto outra para 2043). A Voyager 2 foi também até à data o único artefacto humano a alcançar Neptuno apesar de, mais uma vez, a China estar a avaliar um próprio. E, de novo, Plutão recebeu uma só visita, a da New Horizons que, ao contrário do que acontecia no filme O inglês que subiu a colina e desceu a montanha, foi lançada para um planeta e chegou... a um planeta anão. Porque abandonar o sopro do Sol é muito difícil. Deixar para trás o Sistema Solar e mergulhar no espaço interestelar exige usar a gravidade de diferentes planetas como “catapultas”, numa espécie de bilhar interplanetário, façanha para a qual foram desenhados cinco engenhos humanos: A Voyager 1 (a primeiro a fazê-lo em 2012, trinta e cinco anos após o seu lançamento), as mencionadas Voyager 2 (em 2018) e New Horizons (que irá fazê-lo em 2040), assim como as Pioner 10 e Pioner 11 (inativas desde há vinte e cinco anos). Porque o Sistema Solar é muito grande. Já explorámos o seu vasto tamanho graças ao Sistema Solar à escala de Ciudad Rodrigo que construímos na associação de astronomia Astróbriga, no qual uma escala de 1:290 000 000 faz com que a Terra tenha 4,4 cm de diâmetro e esteja a 500 m do Sol, e coloca o pequeno Plutão em Fuentes de Oñoro, na própria fronteira com Portugal, a 20 km do Sol. Assim, nesta escala o nosso primeiro enviado às estrelas, a Voyager 1 avança imperturbável cinco metros por dia e encontra-se neste momento quase a tocar nas muralhas de Salamanca. Para celebrar esta feliz circunstância, propusemos à Câmara Municipal de Salamanca colocar um modelo da sonda em algum lugar relevante da cidade e, após muitas peripécias e relatórios de património, conseguimos: poderá encontrá-la na praça de La Merced, entre as faculdades de Matemática e Ciências da Universidade de Salamanca. Obviamente, à escala do Sistema Solar de Ciudad Rodrigo, a Voyager seria muito pequena pelo que, para a tornar visível, tivemos de a ampliar seis milhões de vezes. Mas, para não nos desligarmos da escala do Sistema, chave da experiência global, no painel explicativo ela é representada ao lado de uma referência do mundo nanométrico: uma molécula de ADN, a molécula portadora do código genético, cujo tamanho característico é comparável ao da sonda e que convida a uma cumplicidade entre ambas, entre o nosso “livro de instruções” e o nosso mensageiro a outras civilizações. Para a apresentação do modelo em sociedade, fizemos um vídeo ao lado da Câmara Municipal de Salamanca que é possível ver em seguida. Vídeo para a apresentação em sociedade do modelo da sonda Voyager 1 | GMV https://youtu.be/3l2uiDBfBzw De Ciudad Rodrigo, estendendo-se por toda a sua região, e com um destacado embaixador em Salamanca, o Sistema Solar à escala é uma ferramenta educativa e de promoção da cultura científica que, ao mesmo tempo, se junta aos patrimónios das localidades que acolhem os seus elementos: não os deixe de visitar se tiver oportunidade. P.S: Se estiverem interessados em saber tudo, tudo, tudo sobre as sondas Voyager, recomendo sem reticências o livro Viagens interestelares. História das sondas Voyager de Pedro León. Autor: Juan Carlos Gil Share Comentários Your name Assunto Comment About text formats Texto simples No HTML tags allowed. Lines and paragraphs break automatically. Web page addresses and email addresses turn into links automatically. Leave this field blank