Home Back New search Date Min Max Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Blog Veículo conectado De que forma os sistemas instalados no interior dos veículos podem melhorar a segurança nos transportes públicos? 14/07/2026 Share A integração de tecnologias de monitorização no interior da cabina (in-cabin) com sistemas de gestão de frotas está a transformar a segurança nos transportes públicos. Estas soluções permitem detetar riscos em tempo real, compreender o seu contexto e agir de forma mais eficaz, melhorando simultaneamente a segurança e a eficiência operacional.A segurança nos transportes públicos: um desafio cada vez mais complexoNo transporte público rodoviário, a segurança não depende apenas do estado do veículo ou das condições da estrada. O fator humano, especialmente o estado do condutor, desempenha um papel determinante.A fadiga, a distração ou a sobrecarga cognitiva podem afetar diretamente a capacidade de reação e aumentar o risco de acidente. Neste contexto, surge uma questão fundamental: Como podemos antecipar estes riscos e geri-los de forma eficaz?A resposta reside na combinação de novas tecnologias com uma visão mais integrada da operação.O que são os sistemas in-cabin?Os sistemas in-cabin integram um conjunto de tecnologias instaladas no interior do veículo, capazes de analisar o que se passa no habitáculo. Recorrem a sensores, como câmaras ou radares, para recolher informação sobre:O estado e o comportamento do condutor; A situação dos passageiros; As condições de funcionamento no interior do veículo. Graças à inteligência artificial e ao processamento integrado, estes sistemas conseguem detetar situações como:Sonolência ou fadiga; Distrações, como a utilização do telemóvel ou o desvio do olhar da estrada;Comportamentos anómalos. Este tipo de soluções já faz parte dos chamados Driver Monitoring Systems (DMS), também impulsionados pela regulamentação europeia, que exige funcionalidades como a deteção de sonolência ou distração nos veículos novos. Para além da deteção: o valor está na integraçãoDetetar uma distração é útil, mas, por si só, não é suficiente. O verdadeiro valor surge quando esta informação é combinada com outros dados relativos ao veículo e à operação.É aqui que entra em jogo a integração com os sistemas de gestão de frotas (FMS).Estes sistemas já monitorizam aspetos como:Travagens bruscas; Acelerações; Velocidade; Geolocalização. Ao combinar ambas as fontes de informação, é possível passar de eventos isolados para uma visão completa do risco.Por exemplo, será que uma travagem brusca se deveu a uma distração do condutor? Ou terá sido uma manobra defensiva face a uma situação externa?Esta abordagem permite contextualizar os acontecimentos e tomar decisões com base em evidências, e não apenas em dados isolados.Dos dados à ação: um novo modelo de gestãoA integração entre os sistemas de bordo e o FMS permite estabelecer um ciclo completo de melhoria contínua:Detetar → contextualizar → intervir → formar → avaliarEsta abordagem proporciona benefícios evidentes:Segurança em tempo realÉ possível gerar alertas imediatos quando são detetadas situações de risco, como distrações prolongadas ou sinais de fadiga.Melhoria na conduçãoAo estabelecer uma correlação entre os comportamentos do condutor e os eventos registados pelo veículo, é possível identificar padrões e melhorar os hábitos de condução.Formação personalizadaOs dados recolhidos permitem desenvolver programas de acompanhamento e formação adaptados a cada condutor,, com base em situações reais.Otimização da operaçãoÉ possível ajustar percursos, turnos ou condições de trabalho em função dos níveis de fadiga ou de risco identificados.Um equilíbrio fundamental: tecnologia, regulamentação e privacidadeA implementação destas soluções não está isenta de desafios. Um dos aspetos mais relevante é o cumprimento da regulamentação aplicável. A regulamentação europeia estabelece requisitos claros:Não utilizar dados biométricos para identificar pessoas; Minimizar a recolha e o armazenamento de dados; Garantir a privacidade desde a fase de conceção. Além disso, regulamentações como o AI Act ou o NIS2 introduzem novos requisitos em matéria de inteligência artificial e cibersegurança.As soluções devem, por isso, ser concebidas não só para serem eficazes, mas também éticas, seguras e transparentes.Desafios tecnológicos: rumo a sistemas mais robustosEmbora a tecnologia tenha evoluído significativamente, ainda existem desafios importantes:Garantir a fiabilidade em condições reais, como variação de iluminação, oclusões e vibrações; Reduzir falsos positivos; Adaptar o sistema a diferentes perfis de condutor; Ultrapassar a limitações de computação dos sistemas a bordo. Para responder a estes desafios, a tendência aponta para:Fusão sensorial, através de combinação de câmaras e radar; Modelos de IA otimizados para edge computing; Arquiteturas mais integradas e escaláveis; Uma oportunidade para transformar os transportes públicosA integração de sistemas in-cabin com plataformas de gestão de frotas não representa apenas uma evolução tecnológica, mas sim uma verdadeira mudança de paradigma.Permite passar de uma abordagem reativa para uma abordagem proativa e baseada em dados, em que a segurança, a eficiência e a experiência do utilizador estão interligadas.Neste contexto, empresas como a GMV contribuem com a sua experiência nas áreas dos transportes, da inteligência artificial e dos sistemas a bordo para desenvolver soluções capazes de:Melhorar a segurança rodoviária; Reduzir os custos operacionais; Otimizar a experiência do passageiro; Promover uma mobilidade mais sustentável.A segurança nos transportes públicos está a entrar numa nova era, na qual a tecnologia permite compreender melhor o que se passa no interior do veículo e atuar em conformidade.O segredo já não está apenas em detetar riscos, mas em compreendê-los no seu contexto e transformá-los em ações concretas.Autor: Carlos Busnadiego Share Comentários Your name Assunto Comment About text formats Texto simples No HTML tags allowed. 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