Home Back New search Date Min Max Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Blog Tudo Defesa e Segurança Estar preparados. Revisão das prioridades europeias em matéria de Defesa 19/01/2024 Share No passado mês de novembro, a Agência Europeia de Defesa (EDA) publicou dois documentos que proporcionam uma visão sobre as capacidades militares europeias para os próximos anos.O primeiro é o documento “Enhancing EU Military Capabilities Beyond 2040”. Este documento identifica as principais tendências que irão dar forma às capacidades militares e aos avanços tecnológicos no setor da defesa nos próximos 20 anos. A análise da EDA identifica seis fatores globais que irão influenciar o contexto estratégico futuro: os efeitos das alterações climáticas que poderiam provocar escassez de água e de matérias-primas, as alterações demográficas provenientes da migração, a complexidade internacional e o impacto das cadeias de abastecimento na economia, as mudanças de poder na ordem mundial, o novo contexto de segurança no qual os conflitos híbridos são cada vez mais comuns e a contínua digitalização da sociedade, que implica novos riscos e ameaças, incluindo o uso cada vez maior da engenharia social e da desinformação. As tecnologias disruptivas emergentes (EDT) irão desempenhar um papel-chave na configuração dos requisitos e capacidades militares para além de 2040. Neste estudo, analisam-se nove EDT, com a perspetiva do desenvolvimento de capacidades, para descrever possíveis aplicações militares e desafios a considerar como parte do futuro campo de batalha.Entre estas, os sistemas autónomos são um valioso exemplo neste sentido, uma vez que estão a ser rapidamente incorporados às capacidades militares e espera-se que esse movimento acelere nos próximos anos. As armas disruptivas inovadoras, como as armas hipersónicas e de energia dirigida, irão trazer novas oportunidades e desafios para as forças armadas.Da mesma forma, a inteligência artificial, a Internet das coisas, a biotecnologia e a melhoria do rendimento humano, os materiais avançados e o fabrico aditivo, a inteligência artificial, o blockchain, as tecnologias quânticas e as novas tecnologias espaciais terão um impacto significativo nas capacidades militares futuras.Relativamente às capacidades militares, espera-se que sejam tendências-chave no futuro a conectividade multidomínio; a superioridade cognitiva que permite uma consciência situacional em tempo quase real; a capacidade de dispor e gerir energia de fontes diversas, a capacidade de combater os futuros sistemas de armas e uma maior dependência dos ativos baseados no espaço.Toda esta análise foi tida em consideração para levar a cabo uma revisão das capacidades prioritárias da UE enumeradas no documento The 2023 EU Capability Development Priorities (CDP), revisto e aprovado pelos Estados-Membros em novembro de 2023.O CDP é uma ferramenta de planificação integral que proporciona uma visão das capacidades militares europeias ao longo do tempo. Este documento identifica as prioridades da UE em matéria de defesa e as oportunidades de cooperação entre os Estados-membros.A revisão do CDP neste momento reflete as mudanças no contexto estratégico da UE, a orientação política proporcionada pela Bússola Estratégica aprovada em 2022 e as lições extraídas da guerra da Ucrânia. Para a sua elaboração, são tidas em conta as carências existentes no contexto da Política Comum de Segurança e Defesa, o conhecimento adquirido nas operações e missões recentes e a cooperação prevista. Também se considera a análise das perspetivas tecnológicas a longo prazo e dos futuros contextos operativos, sendo este aspeto o que se resumiu previamente.O resultado é um conjunto de 22 prioridades que, para além de reafirmar as prioridades de anos anteriores, inclui outras novas derivadas da profunda mudança no contexto estratégico da UE. Reflete onde continua a ser necessário prosseguir os esforços em determinados âmbitos (como por exemplo, a ciberdefesa, o acesso ao espaço, o domínio do espetro eletromagnético, os sistemas não tripulados ou o combate de precisão terrestre) e nos quais foram mitigadas as carências detetadas anteriormente (como por exemplo, o reabastecimento em voo e a luta contra os artefactos explosivos improvisados). Estas prioridades serão desenvolvidas nos próximos anos, através de uma série de iniciativas e ferramentas de defesa da UE, como a Revisão Anual Coordenada sobre Defesa (CARD), a Cooperação Estruturada Permanente (PESCO) e o Fundo de Defesa Europeu (EDF). Irão também orientar as atividades de investigação e inovação no âmbito da defesa, guiando o conteúdo da agenda de investigação e a participação com a indústria.Assim, tanto a nível industrial como por parte dos Estados-Membros será necessário levar a cabo um compromisso profundo com a colaboração e a inovação, bem como a vontade de adotar novas tecnologias. A GMV é uma referência no desenvolvimento de sistemas que estão diretamente relacionados com algumas das prioridades do CDP, como o uso de IA para sistemas de comando e controlo e para sistemas não tripulados UxS, navegação, ISTAR, entre outros.Na GMV, iremos continuar a inovar e a participar nos projetos de colaboração a nível europeu, no EDF e noutros âmbitos, que nos permitam desenvolver as capacidades necessárias para as nossas Forças Armadas no futuro.Autor: Begoña Rojo Share Comentários Your name Assunto Comment About text formats Texto simples No HTML tags allowed. Lines and paragraphs break automatically. 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