Home Back New search Date Min Max Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Blog Defesa e Segurança Inteligência Artificial em sistemas aéreos não tripulados 20/09/2021 Share Na atualidade, estamos a viver imersos numa revolução tecnológica na qual a Inteligência Artificial constitui uma das peças chave de como será a tecnologia no futuro. Neste sentido, o cinema já se encarregou de construir uma mitologia em seu redor e criou expetativas que divergem do estado atual dos algoritmos disponíveis. Esta evolução da tecnologia é contínua desde a Segunda Guerra Mundial, quando o matemático britânico Alan Turing estabeleceu as bases da computação moderna. Para além disso, através do artigo Computing Machinery and Intelligence, propôs a chamada Prova Turing, que propõe um método para discernir se uma máquina é ou não inteligente por si mesma. Desde então, os avanços foram-se sucedendo um após outro até à entrada no novo milénio, onde a combinação do cloud computing (computação na nuvem), o big data e os grandes avanços no machine learning (aprendizagem automática - ML) permitiram um incremento exponencial do desenvolvimento e aplicação da tecnologia do nosso futuro. O que é a Inteligência Artificial? Basicamente, conhecemos como IA as rotinas ou comportamentos das máquinas ou operações informáticas que simulam a inteligência humana. Na GMV estamos a trabalhar para converter este conceito etéreo em projetos e produtos concretos, como por exemplo, o projeto SAFE-Term, financiado pela Agência Europeia de Defesa (EDA) e desenvolvido pela GMV em conjunto com a AERTEC. SAFE-Term procura a terminação segura do voo para um sistema aéreo não tripulado (Unmanned Aircraft System – UAS), a partir do momento em que o piloto perde o controlo da aeronave e esta sofre uma emergência que impede realizar as contingências com êxito, sendo impossível chegar às Áreas de Terminação do Voo predefinidas (Flight Termination Area - FTA). Neste caso, o UAS deverá decidir autonomamente que área das que se abrem diante de si é a mais propícia para estabelecer uma área de Terminação do Voo Alternativa (Alternative Flight Termination Area - AFTA). Este projeto desenvolve um sistema de classificação de emergência para lidar com esta eventualidade em UAS de tipo MALE (Altitude Média e Grande Autonomia), permitindo incorporar um nível superior de segurança nas suas operações. Este projeto iniciou-se no final de 2019 e, durante todo este tempo, a equipa trabalhou arduamente para desenvolver um sistema capaz de analisar o contexto mediante visão por computador e através de redes neuronais profundas, discernir as zonas mais seguras para uma operação de aterragem de emergência. O desenvolvimento divide-se em três fases, a segunda das quais já chegou ao fim, com resultados notáveis. A equipa conseguiu desenhar e testar um sistema a bordo, cujo desenho é marcado pela possibilidade da sua certificação, seguindo os guias que se estão a discutir em vários grupos de trabalho. Pretende-se que SAFE-Term seja não apenas mais um sistema dos UAS do futuro, mas estabelecer as bases para o desenvolvimento e incorporação de sistemas baseados em IA para o campo da aviação. Entre os resultados mais destacáveis da segunda fase do projeto encontra-se o desenho e implementação de um sistema de aviónica real, implementado num hardware que cumpre todos os requisitos para poder ir a bordo de uma aeronave, que consegue isolar de forma realista os componentes de IA/ML. Foi também desenhado e implementado um contexto de simulação sintético realista, permitido mediante a aplicação de provas Hardware-In-The –Loop (HITL). Isto permite que SAFE-Term trabalhe como trabalharia se estivesse embarcado numa aeronave. A única diferença relativamente a uma operativa real é que os dados que entram nos sensores Eletro-óticos (EO) e Infra Vermelhos (IR) estão baseados numa base de dados sintética. No entanto, esta base de dados foi construída sobre o Centro de Voos Experimentais ATLAS (Jaén). Desta forma, procura-se o máximo realismo para os resultados obtidos. Atualmente, o sistema resultado da fase dois dá precisões de 90%, com rácios de menos de 5% de falsos positivos, localizados em zonas não críticas, uma vez que se centram sobretudo nas áreas de caminhos e estradas regionais rodeadas por arvoredos. Este tipo de erros não põem em perigo a operativa da aeronave em situação de emergência, uma vez que contribuem para evitar povoações. Foram propostos, para além disso, meios de pós-processamento para reduzir mais o rácio de falsos positivos, mediante consolidação espacial e temporária dos resultados de classificação do terreno. Estas métricas foram obtidas mediante datasets que foram submetidos a um tratamento de ruído gaussiano e desenfoque, para não apenas simular uma operativa normal, mas também entender como afetam as falhas mais comuns que as câmaras poderiam sofrer. A equipa pode afirmar que os resultados foram satisfatórios e que o sistema é suficientemente robusto no âmbito do contexto de simulação. Para a fase 3 do projeto, está previsto otimizar o sistema para melhorar tempos e resultados. Da mesma forma, pretende-se treinar e testar o SAFE-Term com dados obtidos de campanhas de voo reais, de forma que se complemente o processo já conseguido mediante o treino com dados sintéticos e os testes no contexto de simulação, com informação real, do mundo real através de sensores reais, com as suas deformações e perda de qualidade. No final da fase 3, o demonstrador poderá ser utilizado como exemplo viável de sistema a bordo e certificável para a melhora da segurança nas operações autónomas de UAS. Falta muito por fazer, mas na GMV estamos preparados para continuar a avançar e a proporcionar soluções inovadoras. Autor: Javier Ferrero Micó SAFE-Term https://youtu.be/1KgbnFEVo50 Share Comentários Your name Assunto Comment About text formats Texto simples No HTML tags allowed. Lines and paragraphs break automatically. Web page addresses and email addresses turn into links automatically. 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