Home Back New search Date Min Max Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Blog Corporativo Conhecer o elefante: a mobilidade interna na empresa 23/06/2023 Share Contam-se que um grupo de cegos de uma aldeia ouviu que tinham levado um estranho animal, chamado elefante, mas nenhum deles sabia como era. Decidiram inspecioná-lo da única maneira que eram capazes, com o tato. Cada um deles tocou numa parte diferente do elefante e descreveu o que sentia. No entanto, cada um deles tinha uma perspetiva diferente e não podia chegar a acordo sobre como o elefante era na sua totalidade. A moral deste famoso conto hindu é que a experiência subjetiva de alguém pode ser verdadeira, mas que tal experiência pode impedir-nos de nos darmos conta de outras verdades ou de uma totalidade da verdade. Tive a imensa sorte de ter trabalhado em diferentes setores dentro da GMV. Por outras palavras, pude “apalpar várias partes do elefante” na procura dessa totalidade. A experiência foi tremendamente enriquecedora para mim e, espero, que para os meus colegas também. Saltos quânticos e revoluções copernicanas Durante os meus primeiros 14 anos, trabalhei na área de navegação por satélite da GMV. Físico e matemático de formação, a engenharia e a direção de projetos foi o meu salto quântico pessoal e profissional. Passei de apalpar a tromba do elefante para, digamos, também as pernas. E mudar totalmente a forma de entender a minha profissão. Se tivesse tido de descrever o “elefante”, teria dito inúmeras maravilhas. Em programas como Galileo ou EGNOS, trabalha-se com os mais altos padrões de qualidade e exigências tecnológicas. Determinar a posição de 30 satélites a orbitar a mais de 23 000 quilómetros de altura no espaço, com alguns centímetros de erro, não está ao alcance de qualquer um. Mas, mesmo assim, continuava a perceber apenas uma parte do elefante. Tive também a sorte de participar em vários grupos de trabalho internos e de colaborar com colegas de outras áreas de espaço (Centros de Controlo, Análise de Missão, Observação da Terra,...) e até Defesa. Foi então que comecei a perceber que “a pata não era o elefante”. Outros clientes (com a sua própria idiossincrasia), outras necessidades, outros procedimentos, outras tecnologias. Queria o destino que, após esses 14 anos, fosse trabalhar para outro setor do grupo GMV, Secure e-Solutions. Se antes falava de salto quântico, esta era a minha revolução copernicana particular. Banca, seguros, saúde, indústria... Nada a ver com programas espaciais europeus. Nem sequer a engenharia de software era parecida com aquela a que eu estava habituado. Cibersegurança, Big Data e Inteligência Artificial, entre outras coisas, passaram a fazer parte do meu dia a dia. Nem melhor nem pior. Simplesmente diferente. E muito enriquecedor, pessoal e profissionalmente. Voltei a mercados internacionais (incluindo Espaço), mas neste momento já tinha começado a ver até os dentes do elefante. Mais ainda, aprendi que, para além de elefantes, no mundo existem muitas outras espécies animais. O universo cíclico Comecei este artigo com um conto hindu. O hinduísmo postula que o universo não tem princípio nem fim e segue um ciclo cósmico de criação e dissolução. Experimenta um número infinito de mortes e renascimentos. O meu trabalho permite-me reinventar-me. Não fazer sempre o mesmo, mas, de tempos a tempos, entrar num novo ciclo. Na universidade, queria dedicar-me à investigação em física teórica. Tive uma breve, mas emocionante, experiência como investigador, mas entrei para a GMV e descobri a engenharia de software, a direção de projetos, o desenvolvimento de negócio, a gestão de pessoas e a de clientes. E a inovação. Na penúltima volta do destino, voltei recentemente a trabalhar em navegação por satélite, embora a partir de Secure eSolutions. Agora sou fornecedor dos meus antigos colegas. Quero pensar que o maior valor que proporciono é a capacidade de entender uns e outros: as suas necessidades, expectativas e medos. E agir em consequência. A mobilidade interna nas empresas Tenho a sorte e o orgulho de trabalhar numa empresa como a GMV que, tal como na música do grupo espanhol Amaral, me permitiu viver quinhentas vidas. Tento partilhar a minha experiência, conhecimentos e forma de agir com quem precise da minha ajuda. Sem orgulho, com o máximo respeito, aprendendo onde quer que vá e proporcionando o que carrego na minha bagagem particular. Claro que isto não é nada mais do que a minha experiência pessoal. Há muitas pessoas que se sentem realizadas e que são felizes sem necessidade de conhecer o elefante na sua totalidade. Mas é indiscutível que ter passado por diferentes posições, diferentes setores, ou inclusivamente nos mesmos setores estar em diferentes posições, permite entender quando o elefante tem fome, medo, está feliz ou vai fugir. Embora só seja preciso acariciar-lhe a tromba. Autor: Ángel Gavín Share Comentários Your name Assunto Comment About text formats Texto simples No HTML tags allowed. Lines and paragraphs break automatically. Web page addresses and email addresses turn into links automatically. Leave this field blank