Home Back New search Date Min Max Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Blog Corporativo As 10 + 2 áreas da gestão de projetos 12/12/2023 Share De acordo com Homer Simpson, há três tipos de pessoas: as que sabem contar e as que não sabem. Eu devo estar no segundo grupo, porque toda a gente diz que são 10 as áreas de gestão de projetos, mas eu conto 12. Vejamos.Por um lado, temos a integração, onde toda a gestão ganha um sentido e uma aproximação homogénea. Depois, encontra-se o alcance, centrando-se nos objetivos que se perseguem e o que devemos fazer (e como fazê-lo) para cumprir esses mesmos objetivos. Temos também a planificação e a gestão de custos, juntamente com a gestão de riscos, aos quais se deveria somar a qualidade, as comunicações e os recursos (e vão oito). Não podemos esquecer as partes interessadas nem os fornecedores, somando já 10. E, por último, mas menos importante, temos a gestão da segurança e da inovação. No total, doze.Piadas à parte, a gestão da segurança e da inovação não aparecem formalmente, com entidade própria, nos marcos de referência de gestão de projetos como o PMBOK ou o PM2 (impulsionado pela Comissão Europeia). Também não aparecem destacados em aproximações ágeis. E, no entanto, são de grande importância para um crescente número de projetos.Nesta primeira parte, vamos analisar a gestão da segurança, deixando para um próximo artigo a gestão da inovação.A gestão da segurançaA digitalização não nos proporciona apenas inúmeras possibilidades e benefícios, mas também expõe organizações e utilizadores a novas vias de ataques informáticos. As organizações maduras gerem a cibersegurança a um nível corporativo, proporcionando os meios para a garantia da informação e a continuidade de negócio, formando os funcionários nos procedimentos e boas práticas definidas para tal. Mas o que ocorre com as soluções desenvolvidas internamente ou para terceiros?Security by default e Security by design são dois paradigmas fundamentais na segurança da informação. Os sistemas devem ser concebidos para serem seguros, sem necessidade de que o utilizador realize ajustes adicionais (Security by default). Por outro lado, a segurança é incorporada num produto desde a sua conceção, em vez de ser acrescentada posteriormente mediante produtos e serviços de terceiros (Security by design). Ambos os paradigmas procuram garantir a segurança dos sistemas desde o início e durante todo o seu ciclo de vida. Por isso, afetam todas as fases de um projeto e todas as áreas de gestão do mesmo.É preciso assegurar que se definam as tarefas e procedimentos para cumprir os requisitos de segurança e privacidade, seja qual for a sua natureza (regulatórios, de padrões, requisitos do cliente...), desde a conceção até às provas de aceitação. As medidas de segurança devem também ser comensuradas aos cenários de ameaças e a tolerância à aceitação de riscos. Isto é, afeta diretamente o alcance e a gestão de riscos do projeto.As tarefas de segurança devem ser planificadas (cronograma) e os seus custos de mão-de-obra e materiais devem ser tidos em conta (custos).Devem estabelecer-se os procedimentos de qualidade adequados para cumprir os objetivos do projeto, auditando o projeto (do ponto de vista da segurança) com a periodicidade que se considere oportuna.Devem colocar-se à disposição do projeto os recursos adequados para realizar as tarefas de segurança, que requerem normalmente um alto grau de especialização.À margem da própria comunicação interna na equipa, cabe destacar que o projeto pode lidar com informação sensível, ou mesmo classificada, afetando as medidas que devem ser consideradas para não violar os requisitos de segurança e privacidade da informação. Não esqueçamos a importância da LOPD/GDPR nestes casos.As aquisições desempenham um papel essencial, uma vez que normalmente recorre-se a soluções especializadas e serviços de consultoria de terceiros, ou a terceirizar serviços como os Centros de Operações de Cibersegurança (SOC).A cibersegurança também tem as suas partes interessadas. São muitos os atores específicos de segurança, incluindo o Diretor de Segurança da Informação (ou CISO) e o Delegado de Proteção de Dados, para citar alguns exemplos.Se a gestão da segurança tem relação com todas as áreas, com as suas especificidades, não faria sentido considerá-la como mais uma área?A Agência da União Europeia para o Programa Espacial (EUSPA) está a reforçar a implementação da segurança nos grandes programas espaciais europeus (tais como Galileo e EGNOS). Requer as tarefas de Cyber Security Management e Cyber Internal Audits para os projetos associados a esses programas, com os seus respetivos responsáveis que, de forma muito simplificada, seriam os equivalentes aos de Chefe de Projeto e Chefe de Qualidade, na parte de cibersegurança. A GMV presta estes serviços a esses programas desde 2013. Desde então, as tarefas e obrigações destas funções foram evoluindo com a maturidade do estado da segurança de Galileo e EGNOS, com sucessos mais do que notáveis para todas as partes implicadas.Em cada ano, o investimento em cibersegurança cresce percentualmente em cifras de dois dígitos, sintoma do crescimento do número de ciberataques, das suas consequências e da sensibilização das organizações para estarem protegidas. Paralelamente, a sociedade está a evoluir para uma economia de projetos em contraponto à tradicional de operações. Digitalização, crescente exposição a ameaças e economia de projetos são argumentos mais do que suficientes para elevar a cibersegurança a uma categoria própria da gestão de projetos.Autor: Ángel Gavín Share Comentários Your name Assunto Comment About text formats Texto simples No HTML tags allowed. Lines and paragraphs break automatically. Web page addresses and email addresses turn into links automatically. Leave this field blank