Home Back New search Date Min Max Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Blog CibersegurançaSaúde O nosso sistema de saúde é (ciber)seguro? 02/07/2020 Share Aumenta a esperança de vida na Europa e a população envelhece. A proporção de pessoas idosas nos nossos países está a aumentar, assim como o número de cidadãos com doenças crónicas (perto de 40 % da população com mais de 15 anos). Estes fatores fazem crescer os custos em matéria de saúde na Europa. A saúde é, na maioria dos países europeus, um componente em aumento do PIB, nalguns casos ainda uma parte crescente da despesa pública, representando entre 4 % e 12 % do PIB dos Estados membros da UE. É crucial a procura de formas mais eficientes de prestar uma boa assistência médica a um menor custo e, para isso, podem servir de grande ajuda a aplicação de tecnologias de informação e comunicação e uma exploração ética dos dados. Noutras palavras, a saúde em linha (eHealth) seria, sem dúvida, uma das melhores iniciativas para manter hoje serviços sanitários de qualidade de uma forma economicamente sustentável. Em consequência, espera-se que aumente de maneira significativa nos próximos anos a adoção de soluções e tecnologias digitais no campo da saúde. No entanto, também crescem as ciberameaças. Os ataques em meios digitais têm como objetivo principal o roubo de informação financeira e de informação relacionada com meios de pagamento e contas bancárias, utilizando dispositivos roubados com dados não cifrados, assim como o acesso fraudulento a dados mediante a suplantação de identidades, ou phishing e o envio de spam por e-mail. Os avanços tecnológicos supuseram também a sofisticação das técnicas usadas pelos ciberdelinquentes, com infiltrações por meio de injeções SQL, ameaças avançadas persistentes (APT), ataques de dia zero e malware avançado. O setor da saúde em linha não é nenhuma exceção nesta tendência crescente de ciberdelinquência e já sofreu as consequências de alguns ataques de grande impacto mediático. Outro aspeto crucial que se deve ter em conta é o dos riscos para a segurança da vida dos pacientes associados à manipulação de equipamentos de saúde físicos ou digitais. Cada vez é mais frequente que produtos de saúde cuja segurança é vital para os pacientes funcionem com sistemas operativos padrão, nos quais só se corrigem as vulnerabilidades e com frequência interconectados às redes do hospital. Também, quando esses produtos são dispositivos pessoais, são atualizáveis com frequência mediante o sistema OTA (Over the Air), o que os torna suscetíveis a manipulação e pirataria, com o conseguinte risco para a saúde, e mesmo vida, do paciente. É, portanto, de suma importância a aplicação de medidas de cibersegurança não só durante a conceção e desenvolvimento destes dispositivos, mas também durante a sua utilização. O cenário que acabámos de descrever coloca em evidência a necessidade de conceber e implementar soluções de cibersegurança específicas para o setor da saúde que respondam às suas necessidades presentes e futuras. Tendo em conta o exposto até aqui, estas são, em resumo, as principais necessidades do setor dos serviços de saúde digitais: Resiliência dos serviços de saúde digitais relativamente aos ciberataques. Garantir a disponibilidade do sistema e a continuidade da atividade em caso de desastre é fundamental para uma prestação ininterrupta e segura de serviços de saúde eletrónicos. O acesso a informação clínica crítica por parte de profissionais autorizados, assim como um controlo seguro do acesso por parte dos utilizadores finais devem estar garantidos para a manutenção dos melhores serviços de saúde. Supervisão em tempo real da segurança e fiabilidade. Devido que o fator humano é uma das principais ameaças à segurança no âmbito da saúde em linha, é primordial que o pessoal tenha conhecimento das ameaças básicas à cibersegurança a que está exposto. A investigação médica pode beneficiar-se de significativamente do acesso a um grande número de dados provenientes não só de ensaios clínicos mas, também, do seguimento dos parâmetros reais de saúde de pacientes e da sua correlação com características ambientais, dados de população, localização, etc. A digitalização dos serviços de saúde pode proporcionar estes dados em volume e qualidade sem precedentes, apesar de que também existe a imperiosa necessidade de proteger a segurança desses dados e a sua integridade, para além de garantir que os interessados possam controlar a utilização dos seus dados. Uma condição prévia essencial é a transparência no uso de dados. Corrigir a falta de harmonização nos serviços e Registos Eletrónicos de Saúde (EHR) na Europa. Incluir segurança e privacidade através da conceção no desenvolvimento e na melhoria dos serviços hospitalares e, ainda mais importante, dos produtos de saúde. No lançamento de novos dispositivos ou sistemas, devem planificar-se e implantar-se os aspetos de cibersegurança desde o princípio, ou seja, devem ser definidos com antecedência os processos de contratação, subcontratação e manutenção de novos sistemas. A GMV preside ao Subgrupo de Trabalho 3.6 no âmbito da saúde em ECSO (European CyberSecurity Organization), em busca de soluções público-privadas para estes desafios. Autor: Julio Vivero Millor Share Comentários Your name Assunto Comment About text formats Texto simples No HTML tags allowed. Lines and paragraphs break automatically. Web page addresses and email addresses turn into links automatically. Leave this field blank