Home Comunicação Sala de imprensa Notas de imprensa Back New search Date Min Max Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Observação da Terra GMV lidera a resposta tecnológica contra a alga invasora que ameaça a biodiversidade marinha 30/06/2026 Share A Câmara Municipal de Cascais aposta em satélites e inteligência artificial para monitorizar e antecipar a propagação de uma alga invasora no litoral português Uma alga invasora originária do Pacífico está a avançar silenciosamente pela costa portuguesa e representa já uma ameaça crescente para as praias, a biodiversidade marinha e a atividade económica.Para fazer face a este fenómeno, o Município de Cascais irá apostar numa solução inovadora baseada em tecnologia espacial, inteligência artificial e ciência oceânica, capaz de prever quando e onde a alga poderá chegar à costa.O projeto, denominado EO4RO (Earth Observation for the Mapping and Monitoring of Rugulopteryx okamurae), será desenvolvido durante 12 meses por um consórcio constituído pela equipa da GMV em Portugal e pelo Plymouth Marine Laboratory, um dos centros científicos internacionais de referência na investigação marinha. A iniciativa conta com financiamento da Câmara Municipal de Cascais.A espécie invasora Rugulopteryx okamurae, uma alga castanha originária do Pacífico asiático, foi detetada pela primeira vez no Mediterrâneo em 2002 e expandiu-se rapidamente pelo Atlântico. Nos últimos anos, tem-se acumulado em diversas zonas costeiras europeias, gerando elevados custos de limpeza, impactos no turismo, dificuldades para o setor das pescas e degradação de habitats naturais.«Esta colaboração demonstra o potencial da cooperação entre ciência, tecnologia e administração local para responder a desafios ambientais emergentes. Cascais pretende continuar na vanguarda da inovação aplicada à proteção e gestão sustentável do litoral», afirma Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais.Antecipar o problema antes de chegar à praiaAtualmente, a monitorização destes episódios é essencialmente reativa: a resposta ocorre quando a alga já atingiu a costa. O objetivo do EO4RO é inverter esta lógica, permitindo antecipar os episódios de proliferação e chegada às praias.Recorrendo a imagens de satélite, dados oceanográficos, informação meteorológica e algoritmos de inteligência artificial, o sistema irá avaliar a sua capacidade para:Prever blooms e episódios de acumulação costeira;Cartografar, em tempo quase real, a extensão da invasão;Simular o transporte da alga através das correntes marinhas e do vento;Identificar e cartografar os habitats marinhos afetados;Emitir alertas automáticos dirigidos às autoridades e à população.Esta mesma abordagem tecnológica é atualmente utilizada em áreas críticas como a previsão de derrames de petróleo, a monitorização ambiental e a análise de fenómenos extremos.«Estamos a aplicar tecnologia desenvolvida para enfrentar desafios globais a um problema muito concreto que afeta praias, ecossistemas e economias locais. A inovação adquire o seu verdadeiro valor quando melhora a vida das pessoas e contribui para proteger o território», afirma Filipe Brandão, Senior Project Manager da GMV Portugal.Tecnologia espacial ao serviço das comunidadesA GMV possui uma sólida presença no setor espacial e décadas de experiência em Observação da Terra e análise geoespacial. Conta com um vasto percurso no programa Copernicus, no âmbito do qual desenvolveu, operou e manteve os sistemas de planeamento de missões dos satélites Sentinel-1, Sentinel-2, Sentinel-3, Sentinel-6 e CO2M ao longo de todo o seu ciclo de vida. Colabora igualmente com entidades de referência como a Agência Espacial Europeia (ESA), o Centro Europeu de Satélites e outros organismos europeus de primeira linha.Por sua vez, o Plymouth Marine Laboratory é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho científico em oceanografia e pela utilização de dados espaciais aplicados ao meio marinho.Cascais pode tornar-se uma referência europeiaSe os resultados forem positivos, Cascais poderá tornar-se o primeiro município português a testar uma solução integrada deste tipo e um caso de estudo europeu na gestão inteligente do litoral.O modelo poderá ser replicado noutras zonas vulneráveis, desde o Algarve até às Canárias e do Mediterrâneo ao Atlântico Norte.«Se conseguirmos prever o problema antes de ele acontecer, ganharemos tempo, reduziremos os custos públicos e reforçaremos a proteção ambiental. Esse é o verdadeiro potencial deste projeto», conclui Filipe Brandão.Mais informações:Comunicação & Relação com os Media[email protected] Share Related Observação da Terra News A GMV vai liderar o consórcio responsável pela conceção de uma missão sustentável de observação da Terra para África. Observação da TerraServiços geoespaciais News A GMV acolhe a reunião anual de seguimento do serviço de cartografia rápida Copernicus EMS Observação da Terra News EO4Health Resilience concluído com sucesso