A GMV alcança o TRL6 em tecnologias-chave de robótica espacial no projeto EROSS-IOD
A demonstração final do projeto EROSS-IOD (European Robotic Orbital Support Services – In Orbit Demonstrator) realizou-se recentemente nas instalações do DLR, assinalando a conclusão formal do projeto. Este marco representa um avanço decisivo na estratégia europeia para a manutenção em órbita (On-Orbit Servicing), ao validar tecnologias fundamentais para futuras missões de assistência, reabastecimento e montagem autónoma no espaço.
Durante a demonstração, as tecnologias desenvolvidas pela GMV — ERGO (autonomia), ESROCOS (sistema operativo de controlo robótico), ROB_DFF (fusão de dados) e Model-Based Tracking (visão autónoma por computador) — atingiram o nível de maturidade tecnológica TRL 6, cumprindo o principal objetivo do projeto: elevar a maturidade de tecnologias estratégicas europeias para operações robóticas em órbita.
Em julho, a GMV superou com sucesso o Servicer Vision System TRB, demonstrando a utilização eficaz de visão por computador na fase crítica dos últimos dez metros de aproximação. Os ensaios recorreram a maquetes em escala real e a materiais representativos.
Posteriormente, a 18 de dezembro de 2025, delegações da Comissão Europeia e dos Estados-Membros assistiram à «Robotic Capture & Assembly Demo», realizada nas instalações do DLR. Durante esta demonstração, foi testada a captura de um satélite preparado e de um satélite não preparado, bem como a montagem de unidades substituíveis em órbita (Orbital Replacement Units – ORU) através do braço robótico CAESAR.
A demonstração constituiu um sucesso significativo para as tecnologias desenvolvidas pela GMV: o ERGO orquestrou todo o processo de captura de forma totalmente autónoma, enquanto o ROB_DFF garantiu que o controlador recebia informações precisas dos sensores a bordo do CAESAR, ambos a funcionar na plataforma ESROCOS.
Com o encerramento do EROSS-IOD, a GMV consolida a sua posição de liderança no setor do Space Servicing, dotando a indústria espacial europeia das capacidades tecnológicas necessárias para operar de forma mais sustentável, resiliente e autónoma na nova economia orbital.