EO4Health Resilience concluido com sucesso
O projeto europeu EO4Health Resilience, liderado pela GMV em Portugal, chega ao seu termo, assinalando um marco relevante na aplicação de dados de Observação da Terra (EO) no domínio da saúde pública. Financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA), no âmbito do programa Future EO Resilience, o EO4Health Resilience avaliou de que forma a informação ambiental derivada de dados de satélite, combinada com técnicas avançadas de análise de dados e de inteligência artificial, pode apoiar a monitorização, a modelização e a antecipação de riscos para a saúde associados a fatores ambientais.
O projeto responde a uma necessidade crescente de ferramentas inovadoras, independentes e escaláveis, capazes de complementar os sistemas tradicionais de vigilância em saúde e de contribuir para a evolução para sistemas mais resilientes, informados e proativos, num contexto marcado pelas alterações climáticas, pelo aumento das pressões ambientais e pelo surgimento de novos padrões de doença.
O EO4Health Resilience demonstrou, com sucesso, que os dados de EO podem desempenhar um papel concreto e operacional na saúde pública, apoiando a deteção precoce de riscos e uma tomada de decisão mais informada. O projeto centrou-se em três áreas de particular relevância para a saúde pública: doenças transmitidas por vetores, doenças transmitidas pela água e doenças não transmissíveis e saúde urbana.
No âmbito do projeto, o consórcio desenvolveu o Observatório Virtual EO4Health, um ambiente unificado e de fácil utilização que permite o acesso à informação sem necessidade de conhecimentos especializados em Observação da Terra ou em análise geoespacial, reduzindo significativamente as barreiras à adoção por parte das autoridades de saúde pública, investigadores e outros grupos de interesse.
Ao longo do desenvolvimento do projeto, foram realizados diversos fóruns, atividades de capacitação e iniciativas de divulgação, com o objetivo de envolver a comunidade da saúde e promover o diálogo entre especialistas em EO e profissionais de saúde. Estes momentos de interação permitiram assegurar o alinhamento dos serviços desenvolvidos com necessidades operacionais reais, bem como identificar desafios persistentes relacionados com o acesso aos dados, a normalização e a colaboração interdisciplinar.