Início Comunicação Sala de imprensa Notas de imprensa Para trás New search Date Min Max Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Observação da Terra O risco de incêndios florestais irá multiplicar-se por três 26/09/2022 Partilhar A GMV desempenha um papel chave no projeto FirEUrisk, com o qual a União Europeia procura encontrar uma solução para os incêndios A GMV irá avaliar os efeitos em cascata, as causas e consequências dos incêndios, propondo soluções baseadas na ciência A temporada de incêndios foi uma das piores no que levamos de século. As chamas arrasaram 660 000 hectares na Europa. A União Europeia, preocupada pelo atual cenário e com o dado de que o risco de incêndios florestais se irá multiplicar por três, de acordo com o EFFIS, decidiu agir pondo em funcionamento, em abril do ano passado, o projeto FirEUrisk, que faz parte do Programa Marco Horizon 2020 e cujo objetivo é desenvolver uma estratégia científica para prevenir e responder aos incêndios florestais na Europa. A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) lidera um consórcio multidisciplinar de 38 instituições procedentes de 18 países e no qual a multinacional tecnológica GMV desempenha um papel fundamental. O projeto procura uma mudança na gestão dos incêndios que assolam os bosques, desenvolvendo para isso soluções e serviços adequados e adquirindo conhecimentos para abordar os desafios vinculados às condições europeias de incêndios florestais atuais e às prognosticadas para as próximas décadas. A meta principal de FirEUrisk é desenvolver uma estratégia científica que prepare os ecossistemas e a sociedade face à gestão de futuros incêndios, tendo para isso em conta as diferentes realidades europeias no que se refere a capacidade de reação, experiência operativa, equipamento, etc. Dotado com 10 271 044 €, o projeto tem a sua finalização prevista para março de 2025 e irá representar uma mudança de paradigma na gestão de incêndios florestais. A GMV é um ator determinante neste projeto de investigação internacional, pois coordena duas tarefas particularmente relevantes: A avaliação dos efeitos em cascata dos incêndios florestais: os “efeitos em cascata” atendem tanto às causas como às consequências dos incêndios: subida das temperaturas, maior duração de períodos secos, enfraquecimento das massas florestais por pragas, erosão e compactação do solo, aumento dos derramamentos, deslizamentos de ladeiras, inundações, perda de biomassa e captura de carbono. A demonstração das propostas a nível pan-europeu e em cinco regiões selecionadas: o condado de Kalmar (Suécia), Europa Central (Brandeburgo e Saxónia na Alemanha, Boémia na República Checa e Silésia na Polónia), Portugal central, Barcelona (Espanha) e Ática (Grécia). Nestas regiões está a ser levado a cabo um inquérito para compilar as necessidades regionais, considerando as diferentes comunidades e realidades de risco de incêndio. Trata-se de detetar os problemas e necessidades relativos à prevenção e proteção de incêndios florestais para os seguintes aspetos: avaliação do risco de incêndios florestais, redução e adaptação aos mesmos e integração multinível do risco de incêndios florestais. A informação compilada irá mostrar a escalabilidade dos desenvolvimentos propostos: índices de risco estandardizados, modelos de predição sob condições de alteração climática, evolução de cenários em novas áreas afetadas pelo fogo, conteúdos de formação técnica e protocolos de atuação para brigadas de extinção e redução do risco de incêndios para a população, entre outros. O pior ano na Europa desde que há registos Segundo os dados do EFFIS, que pertence ao programa Copernicus da Comissão Europeia, Espanha situa-se à frente do ranking de países europeus com maior superfície queimada, com mais de 298 000 hectares calcinados, muito acima da Roménia (149 344 hectares) e de Portugal (104 077). Como assegura o coordenador do projeto FirEUrisk, Domingos Xavier Viegas, Full Professor da Universidade de Coimbra, Portugal: «Temos de nos preparar para o risco de incêndios em regiões onde ainda não existiam e onde se estão a tornar cada vez mais graves. Aproveitando a experiência dos países veteranos na luta contra os incêndios, o FirEUrisk está a desenvolver linhas, diretivas e recomendações que também se possam adotar em países do centro e norte da Europa», explica Domingos Viegas. «Devemos agir para preparar os nossos ecossistemas e a nossa sociedade, caso contrário podemos ter um futuro muito complicado», acrescenta. A GMV participa há mais de 20 anos em projetos financiados pela Comissão Europeia com o foco em aspetos como ecologia do fogo, prevenção, supressão e recuperação. Projetos como o FirEUrisk colocam em evidência a utilidade dos dados de satélite para quantificar áreas queimadas, elaborar mapas de combustíveis e consciencializar a população. A integração desses dados geoespaciais em enfoques holísticos é necessária para predizer, monitorizar e avaliar as causas e consequências dos incêndios de forma integral, o que ajudará a melhorar a tomada de decisões. Mais informações: [email protected] Partilhar Related Observação da TerraServiços geoespaciais Notícias A GMV acolhe a reunião anual de seguimento do serviço de cartografia rápida Copernicus EMS Observação da Terra Notícias EO4Health Resilience concluído com sucesso Observação da Terra Notícias Observação da Terra ao serviço da descarbonização marítima