Início Comunicação Notícias Para trás New search Data Min Max - Qualquer -NotíciaComunicado de imprensa Aeronáutica Setor Automóvel Corporativo Cibersegurança Defesa e Segurança Financeiro Saúde Indústria Sistemas inteligentes de transporte Serviços públicos digitais Serviços Espaço Observação da Terra A Europa perante o desafio da crescente magnitude e frequência dos incêndios florestais 07/09/2023 Partilhar Um verão abrasador deixou uma marca destrutiva em toda a União Europeia, com mais de 400 000 hectares queimados[1] devido a uma onda de incêndios florestais que destruíram, especialmente, zonas de Espanha, Grécia e Itália. A Grécia lidera o ranking de países europeus com maior superfície queimada até agora neste ano, tendo registado mais de 165 000 hectares. Destaca-se o incêndio em curso na região de Evros, na fronteira com a Turquia, que consumiu mais de 80 000 hectares[2] até ao momento, convertendo-se no maior incêndio registado na história da Europa. Após a Grécia, Espanha lidera o ranking de países mais afetados pelas chamas, com 84 545 hectares, assim como Itália, com 67 134 hectares[3]. Os incêndios de grande magnitude que se declararam fora de controlo nos últimos anos puseram em evidência a necessidade urgente de abordar não apenas os desafios de extinção, mas também de prevenção e consciencialização sobre as causas subjacentes. A crescente frequência destes incêndios e a escassez de recursos para os enfrentar realçam como a colaboração cidadã é crucial para evitar maiores tragédias. Neste sentido, é fundamental educar a população em valores de respeito, práticas sustentáveis, conservação natural e sobre como agir em caso de incêndio, colocando a ênfase em três aspetos básicos: agir rapidamente, evacuar imediatamente e procurar refúgio. O número de dias com risco extremo de incêndios aumentou em todo o mundo nos últimos 40 anos, especialmente, na bacia mediterrânica, onde duplicou[4],[5]. Para além disso, é importante destacar que as anomalias climáticas que desencadeiam ondas de calor e secas acentuadas complicam o controlo e a extinção dos incêndios florestais. A estes fatores soma-se o abandono do meio rural, a falta de desobstrução dos terrenos, a homogeneidade das espécies florestais e a diminuição das atividades produtivas focadas num aproveitamento silvícola rentável e sustentável. Preocupada com esta situação e com a previsão de que a eliminação dos incêndios florestais se continue a complicar devido ao contexto de alterações climáticas em que nos encontramos, a União Europeia decidiu tomar medidas, apresentando, em abril de 2021, o projeto FirEUrisk, como parte do Programa Marco Horizon 2020. O objetivo deste projeto é desenvolver uma estratégia científica para prevenir e responder aos incêndios florestais na Europa, promovendo atividades de prevenção em vez de eliminação. O FirEUrisk procura mudar a gestão dos incêndios florestais mediante a criação de soluções e serviços adequados, assim como a aquisição de conhecimentos para abordar os desafios atuais e prognosticados dos incêndios florestais na Europa. Neste sentido, Marta Gómez Giménez, diretora de Projetos da Divisão de Teledeteção e Análise Geoespacial na Unidade de Sistemas de Missão e Aplicações da GMV, considera que “entender se os fenómenos que se observam são locais ou se se podem extrapolar as lições aprendidas a outras zonas é de vital importância para conservar a biodiversidade, não alterar negativamente os ciclos de carbono e alcançar um desenvolvimento socioeconómico sustentável em diferentes países”. No contexto do FirEUrisk, a GMV coordena a avaliação de efeitos em cascata derivados dos incêndios florestais como a erosão do solo e os deslizamentos de terra de solos nus/frágeis, a poluição do ar e efeitos entrelaçados com outros riscos, como perturbações bióticas e mortalidade florestal. Estes efeitos em cascata englobam um conjunto de desafios associados ao aumento das temperaturas, ao prolongamento dos períodos secos, à compactação do solo, assim como à perda de biomassa, entre outros. A combinação destes fatores intensifica consideravelmente as repercussões em caso de desastres naturais, tal como demonstrou a tempestade DANA na sua passagem pela Grécia e pelo Mediterrâneo. Provocando deslizamentos de terra e severas inundações, agravadas pela diminuição da capacidade de absorção do solo queimado, que já não atua da mesma maneira do que antes do incêndio, permitindo que o excesso de chuva arraste superficialmente a terra. O FirEurisk pretende unir esforços científicos e industriais no desenvolvimento de uma estratégia científica integrada que prepare os ecossistemas e a sociedade para enfrentar futuros incêndios, considerando as diversas realidades europeias em termos de capacidade de reação, experiência operativa e equipamento, entre outros. A GMV participa há mais de 20 anos em projetos cofinanciados pela Comissão Europeia focados, entre outras temáticas, na ecologia do fogo e numa melhor prevenção e planificação das emergências através do Serviço de Gestão de Emergências do Copernicus (Copernicus EMS Rapid Mapping nas suas siglas em inglês). Projetos como o FirEUrisk colocam em evidência a utilidade dos dados de satélite para quantificar áreas queimadas, elaborar mapas de combustíveis e consciencializar a população. A integração desses dados geoespaciais em enfoques holísticos é necessária para predizer, monitorizar e avaliar as causas e consequências dos incêndios de forma integral, o que ajudará a melhorar a tomada de decisões. [1] https://effis.jrc.ec.europa.eu/apps/effis.statistics/estimates [2] https://www.copernicus.eu/en/media/image-day-gallery/greeces-biggest-fire-crisis-continues [3] https://effis.jrc.ec.europa.eu/apps/effis.statistics/estimates [4] https://www.csic.es/es/actualidad-del-csic/el-cambio-climatico-aumenta-el-riesgo-de-incendios-forestales [5] https://doi.org/10.1029/2020RG000726 Partilhar Related Observação da TerraServiços geoespaciais Notícias A GMV acolhe a reunião anual de seguimento do serviço de cartografia rápida Copernicus EMS Observação da Terra Notícias EO4Health Resilience concluído com sucesso Observação da Terra Notícias Observação da Terra ao serviço da descarbonização marítima