GMV na última Conferência da NATO em Portugal

O ciberespaço não tem fronteiras físicas e está exposto a um conjunto de ameaças cibernéticas que estão a adquirir um poder disruptivo e destrutivo cada vez maior. Face a estes dois factores cruciais, a visão estratégica da NATO destacou a necessidade de estabelecer uma capacidade cooperativa de ciberdefesa que possa hacer frente aos desafios actuais e futuros nos âmbitos da segurança e da defesa. Segundo o conceito Estratégico da NATO, adoptado em Novembro de 2010 em Lisboa, o conceito de Defensa Inteligente trata de promover sinergias e impulsionar os esforços de cooperação das Nações Aliadas, com o fim de garantir o desenvolvimento da aquisição e da manutenção das capacidades militares necessárias.

Desse modo, a Defesa Inteligente é assumida pela NATO como uma forma de assegurar a ausência de duplicação e a integração de iniciativas nacionais de desenvolvimento de capacidades (agrupar e partilhar) no interesse de uma melhor definição de prioridades e coordenação de esforços entre a NATO e as Nações Aliadas. Na área da ciberdefesa, encontram-se já em marcha três projectos de Defesa Inteligente: Multinational Cyber Defence Capability Development (MN CD2), Malware Information Sharing Platform (MISP) e Multinational Cyber Defence Education and Training (MNCDE&T). A Defesa Inteligente da NATO considera fundamental uma cultura renovada de cooperação e requer uma abordagem inovadora para a melhoria da ciberdefesa da Aliança.

Na 3ª Conferência de Ciberdefesa da NATO para Projectos de Defesa Inteligente (CD SDP), celebrada na Academia Militar da Amadora em finais de Abril, prestou-se especial atenção à cooperação entre a NATO, o sector industrial e o mundo académico, assim como às novas oportunidades de colaboração entre a NATO e a UE no âmbito digital. Em consonância com esta ideia, os projectos na área de defesa da NATO (MNCD2, MISP e MNCDE&T) têm como finalidade principal unir forças e trabalhar em comum com empresas e centros de investigação, além de construir as pontes necessárias entre as iniciativas nacionais e internacionais.

A GMV, com a experiência demonstrada no sector da cibersegurança, participou na Conferência para explicar p modo como os últimos avanços tecnológicos em cibersegurança e ciberdefesa podem ajudar a resolver os reptos enfrentados actualmente pelos diferentes corpos e forças de segurança estatais.

Nato Conference I

José Neves, director de Segurança e Defesa da GMV Portugal, recebeu os representantes dos principais corpos e forças de segurança, como o Secretário de Estado português para a Defesa e o Chefe do Estado-Maior do Exército de Portugal. Do mesmo modo, representantes de diversos países (Espanha, EUA, Brasil e Argélia, entre outros) e organizações internacionais (a Agência Europeia de Defesa e a NATO) tiveram também a oportunidade de visitar o stand da GMV e conhecer em primeira mão a estratégia da empresa para este mercado.