GMV participa no Sentinel-2B, lançado com êxito

O quinto satélite do programa europeu Copernicus -- Sentinel-2B -- descolou com êxito no passado dia 6 de Março a partir do porto espacial europeu de Kourou, na Guiana Francesa.

Sentinel 2B_0

O seu lançamento a bordo de um foguete Vega teve lugar às 1h49 GMT (2h49, hora espanhola e 22h49 hora local, do dia 6 de Março). Depois de um voo de 57 minutos e 57 segundos, o Sentinel-2B separou-se, prevendo-se que esteja completamente operacional em cerca de três meses.

O programa Copernicus é um ambicioso projecto por meio do qual a Europa está a dotar-se de capacidade e autonomia tecnológica para observação da Terra. Este programa de Vigilância Global para o Ambiente e Segurança é composto por seis famílias de satélites: Sentinel-1, concebido para garantir a continuidade dos dados de radar dos satélites ERS (European Remote Sensing Satellites) e Envisat; Sentinel-2 e Sentinel-3, dedicados à vigilância da Terra e dos Oceanos; Sentinel-4 e Sentinel-5, dedicados a missões de meteorologia e climatologia, baseadas no estudo da composição da atmosfera; e Sentinel 6 ou Jason-CS, que levará a cabo medições de alta precisão da topografia da superfície oceânica. Cada satélite tem um peso aproximado de 2300 quilos e foi concebido para uma vida útil mínima de sete anos.

Sentinel2B_I

Esta nova frota de satélites trará uma enorme quantidade de dados e imagens fundamentais para o programa , prestando também uma série de serviços-chave para um vasto campo de aplicações: monitorização do terreno, seguimento do ambiente marítimo, gestão de catástrofes e crises, seguimento da atmosfera terrestre e da mudança climática, além da segurança.

Sentinel-2B formará constelação com o seu irmão gémeo Sentinel-2A, lançado em Junho de 2015. Embora separadamente lançados, ambos os satélites se deslocarão pela mesma órbita, a uma altitude de 786 quilómetros e com uma separação de 180 graus.

Os satélites Sentinel-2 têm por objectivo proporcionar dados sobre a gestão do ambiente e das áreas agrícolas. Também se poderá fazer o seguimento da desflorestação e desertificação de algumas zonas, estudando o impacto da mudança climática e analisando, por exemplo, o retrocesso dos glaciares. Além disso, oferecerão dados sobre a contaminação de lagos e águas litorais, imagens de inundações, erupções vulcânicas e deslizamentos de terra. Tais dados contribuirão para cartografar os desastres naturais e agilizar a ajuda humanitária.

O novo engenho também integra um avançado telescópio multiespectral ou "MIS" (Multi Spectral Insturment) com uma cobertura de varrimento de 290 quilómetros. Juntamente com o seu gémeo, Sentinel-A2, facultará dados exaustivos e globais da superfície terrestre, das maiores ilhas, das águas costeiras e continentais, entre as latitudes de 56º sul e 84º norte e com uma frequência de cinco dias. O Centro de Controlo está sediado em Darmstadt (Alemanha) e todos os dados recolhidos por Sentinel serão recebidos em Matera (Itália), Maspalomas (Espanha) e Svalbard (Noruega).

A GMV desempenha um papel importante no Programa Copernicus, participando activamente em diferentes projectos, tanto para o segmento de terra como para o segmento espacial, e prestando, durante o lançamento, serviços de apoio aos Sistemas de Controlo e Planeamento de Missão. A contribuição da GMV para o satélite Sentinel-2B consiste no seguinte:

  • Responsabilidade pelo desenvolvimento do Centro de Controlo instalado no ESOC
  • Participação no sistema de dinâmica orbital (flight dynamics) e operações no ESOC
  • Suporte ao LEOP no ESOC
  • Responsabilidade pelo serviço de determinação de órbita precisa ou Precise Orbit Determination (POD) para o Sentinel 2
  • Participação no desenvolvimento do processador operacional do Sentinel 2, como parte do Payload Data Processing Ground Segment (PDGS)
  • Participação no Centro de Monitorização e Prestações do Sentinel 2