Foram lançados com sucesso dois novos satélites do sistema Galileo

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No dia 24 de Maio às 08h48 GMT (10h48 CEST) descolaram com sucesso, na Guiana Francesa, os satélites Galileo 13 e 14 a bordo de um lançador Soyuz, passando o sistema de navegação por satélite Galileo a contar com catorze satélites em órbita.

Com este lançamento e com o de outros quatro satélites, previsto para o próximo Outono, o sistema europeu de navegação por satélite GALILEO, desenvolvido pela Comissão Europeia em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA), dá um importante salto em direcção ao seu desdobramento final, para estar plenamente operacional em 2020.

A GMV teve uma participação relevante no programa Galileo desde a sua fase inicial. Forneceu vários elementos-chave do segmento terrestre do sistema, tais como o OSPF (Orbit & Synchronisation Processing Facility), IPF (Integrity Processing Facility), SPF (Service Product Facility), FDF (Flight Dynamics Facility) e MNE (MDDN Network Equipment). Actualmente a GMV é a principal contratada para o fornecimento de serviços de geodesia e sincronização exacta de tempo (TGVF) de que necessita o sistema Galileo para o seu funcionamento; Lidera conjuntamente com o Centro Europeu de Serviços de Navegação por Satélite (GSC) da União Europeia e lidera o contrato para o desenvolvimento do Demonstrador do Serviço Comercial (CS) de Galileo.

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Este sétimo lançamento do programa cumpriu todas as previsões: as três primeiras etapas Soyuz situaram os satélites na órbita baixa sem problemas. A seguir, a sua etapa superior Fregat encarregou-se de os levar até ao destino final na órbita circular intermédia.

Os dois novos módulos desdobraram-se em órbita a uma altitude próxima dos 23.500 km, 3 horas e 48 minutos após a descolagem. Nos próximos dias levar-se-á a cabo uma exaustiva sequência de aperfeiçoamento da órbita com o fim de posicionar os satélites na sua órbita operativa final, sendo posteriormente submetidos a uma fase de provas antes de se juntarem à constelação já em funcionamento antes de acabar o ano.

Espera-se que a infra-estrutura de Galielo contribua de maneira decisiva no mercado de aplicações e serviços de navegação por satélite que a Agência do GNSS Europeu (GSA) estima que em 2025 alcance os 135.000 milhões de euros.